HCB investe na modernização

HCB investe na modernização

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) enveredou por uma longa, ambiciosa e firme caminhada rumo à modernização de toda a sua estrutura produtiva, nomeadamente a barragem, central de produção, subestações de Songo e Matambo, e linhas de transporte e respectivas torres e isoladores.

Com os projectos agora em curso, a HCB pretende fazer com que o sistema de produção tenha integridade física e condições necessárias para se gerar e transportar energia até aos pontos de entrega aos clientes de uma forma sustentável com a melhor performance possível e padrão internacional. 
Segundo Moisés Machava, director de Engenharia de Manutenção, recentemente a empresa desencadeou um processo de análise de toda a cadeia de produção e “identificamos uma série de aspectos que não estavam muito bem, nomeadamente na geração hidroeléctrica e no Sistema de Alta Tensão em Corrente Contínua (HVDC)”.
Com efeito, na componente relativa à produção observou-se a necessidade de reabilitar os nove descarregadores (comportas) por serem vitais para a segurança da estrutura da barragem, produção de energia e preservação do ecossistema. Aqui, constatou-se que estes mecanismos estavam em acentuada degradação e poderiam conduzir a roturas e problemas muito graves.
“Era preciso fazer uma intervenção urgente que não poderia ser de tipo manutenção normal. Tinha que ser um projecto reabilitação bem concebido, envolvendo empreiteiros. Temos que identificar muito bem o que devia ser feito em cada comporta e definir uma estratégia de abordagem e implementação do projecto”, disse Moisés Machava.
O programa de reabilitação das comportas começou a ser implementado em Agosto de 2010 e está previsto que até ao final deste ano sejam concluídos quatro descarregadores, e os restantes cinco serão gradualmente reabilitados até 2015.
No que se refere à subestação Songo, na parte de conversão em corrente contínua, Moisés Machava refere que grande parte dos equipamentos foram instalados há 30 anos e já estão no limite de vida útil, com escassez ou mesmo inexistência de peças de reserva no mercado, tecnologias descontinuadas, dificuldades de se ter assistência e formações de técnicos, pelo que manter aquele sistema a funcionar naquelas condições é um desafio muito grande, sobretudo para se atingir os níveis de performance que se tem conseguido.
“Tínhamos que procurar produzir o máximo possível ao mesmo tempo que tomávamos medidas para intervir de forma mais profunda.
Estamos desde então a pensar no projecto, a discutir aspectos técnicos e já iniciamos a primeira fase de reabilitação. Temos alguns equipamentos novos instalados mas, ainda há muito por fazer, pois estamos a trabalhar na especificação técnica e em aspectos de integração na rede regional”, afirma.
Por outro lado, está em curso a primeira fase de reabilitação que contempla a substituição de equipamentos identificados como mais críticos e que requeriam intervenção urgente. Tratam-se de duas bobinas de alisamento e uma de reserva de tecnologia moderna. O equipamento anterior tinha tecnologia antiga e pesava cerca de 130 toneladas cada.
Moisés Machava revela que as novas bobinas são constituídas por módulos, menos pesadas e podem ser transportadas em estradas comuns. “A primeira já está em serviço e a segunda vai entrar em funcionamento ainda este ano de 2014”.
Ainda no quadro deste projecto, está contemplada a instalação de transformadores-conversores especiais para a conversão de corrente continua para corrente alternada, equipamentos de refrigeração, de protecção e os outros que concorrem para estabilização da performance para se atingir os tão almejados patamares internacionais.

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