"É fundamental que as PME invistam no capital humano, na tecnologia e na capacidade de prestação de um serviço de qualidade" - afirma especialista brasileiro

Seminário: Investimento Global, Crescimento Local

Sob o lema "Investimento global, crescimento local", a vila de Songo foi, no dia 19 de Julho de 2014, palco do seminário económico promovido pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), um evento que visou aproximar os grandes projectos em operação na província de Tete e as Pequenas e Médias Empresas (PME) locais. Aliás, a conferência foi realizada pela HCB, após ter sido contactada pelas PME de Tete, que pediram uma oportunidade para interagir com os mega-projectos.

Numa sala lotada por empresários de Tete, o orador principal do evento, Guilber Souza, defendeu que “tudo o que se pode fazer em Moçambique tem que ser feito em Moçambique”, destacando claramente que há necessidade de as empresas moçambicanas se transformarem em provedoras competitivas de bens e serviços demandados internamente, ao mesmo tempo que criam condições para se tornarem exportadoras dos bens que produzem.
Com base numa abordagem frontal, o brasileiro Guilber Souza, que é especialista em promoção de conteúdo local, disse às PME que mega-projectos nunca vão abdicar da qualidade nos serviços que contratam junto das diversas empresas, pelo facto de estarem inseridas num meio exigente, onde a certificação e a inserção das empresas nos índices bolsistas é fundamental para serem elegíveis como fornecedoras de serviços e produtos.
“É fundamental que as PME invistam no capital humano, na tecnologia e na capacidade de prestação de um serviço de qualidade a longo prazo, para que possam ser aceites pelas grandes empresas envolvidas em actividades como petróleo, gás e mineração”, avançou o especialista.

Guilber Souza disse, inclusive, que a intervenção do Governo é fundamental para regular o mercado, sobretudo quando se fala de conteúdo local, na medida em que há multinacionais que podem vir instalar-se em Moçambique e, com o registo local, adoptar o nome de conteúdo local em igual circunstância com uma empresa de capitais moçambicanos.
Neste contexto, sugeriu que houvesse uma definição clara do “conteúdo local” na perspectiva moçambicana, para que não se corra o risco de passar para trás o empresariado nacional.

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